O Lúpus é caracterizado como um distúrbio crônico que faz com que o organismo produza mais anticorpos que o necessário para manter o organismo em pleno funcionamento. Os anticorpos em excesso passam a atacar o organismo, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e articulações. Segundo o Ministério da Saúde, o Lúpus Sistêmico (Les) é a forma mais séria da doença e também a mais comum afetando aproximadamente 70% dos pacientes com Lúpus. Ele afeta principalmente mulheres, sendo 9 em 10 pacientes com o risco mais elevado durante a idade fértil.
Sintomas:
• Dor, inchaço ou rigidez em uma ou mais articulações;
• Rigidez muscular ou falta de flexibilidade;
• Manchas vermelhas na pele, especialmente no rosto em forma de asa de borboleta;
• Febre acima de 37,5ºC;
• Cansaço excessivo;
• Lesões na pele que aparecem depois da exposição ao sol;
• Feridas dolorosas no canto da boca ou dentro do nariz;
• Dor no peito ao respirar profundamente;
• Dificuldade para respirar;
• Episódios de convulsões sem causa aparente;
• Queda de cabelo;
• Sensibilidade à luz;
• Confusão mental, dor de cabeça ou problemas de memória;
• Diminuição da quantidade de urina ou urina espumosa;
• Mal-estar generalizado.
Diagnóstico:
O diagnóstico deve levar em consideração o conjunto de alterações clínicas e laboratoriais, e não a presença de apenas um exame ou uma manifestação clínica isoladamente.
Tratamento:
O tratamento do LES depende do tipo de manifestação apresentada por cada paciente devendo, portanto, ser individualizado. Seu objetivo é permitir o controle da atividade da doença, a minimização dos efeitos colaterais dos medicamentos e uma boa qualidade de vida aos seus portadores. O reumatologista é o especialista mais indicado para fazer o tratamento e o acompanhamento de pacientes com LES e, quando necessário, outros especialistas devem fazer o seguimento em conjunto.
Prevenção:
Evitar fatores que podem levar ao desencadeamento da atividade do lúpus, como o sol e outras formas de radiação ultravioleta; tratar as infecções; evitar o uso de estrógenos e de outras drogas; evitar a gravidez em fase ativa da doença e evitar o estresse, são algumas condutas que os pacientes devem observar, na medida do possível.
Fonte: https://www.gov.br/cetene/pt-br/assuntos/noticias/campanha-fevereiro-roxo-e-laranja