O mês de junho tem uma grande importância para o movimento LGBTQIAPN+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer, intersexuais, assexuais, pansexuais, não-binarie e +), por causa da revolta de Stonewall, que aconteceu em 28 de junho de 1969 nos Estados Unidos. Neste dia, policiais invadiram o Bar Stonewall Inn, em Nova York, e as pessoas resistiram ao assédio e à violência policial, fazendo com que essa resistência durasse dias e reunindo uma multidão. Pela primeira vez, a população LGBTQIAPN+ se colocou contra a violência estatal de forma espontânea e unida. Por isso, é considerado o marco do movimento de liberação gay e o momento em que o ativismo pelos direitos LGBTQIAPN+ ganha o debate público e as ruas.
A sigla abrevia múltiplas expressões de sexualidades e de identidades de gênero e se destina a promover politicamente a representação da diversidade, desde a década de 1970. Esta data tem o principal objetivo de conscientizar a população sobre a importância do combate à homofobia para a construção de uma sociedade livre de preconceitos e igualitária, independente do gênero sexual.
Dados importantes
O índice de violência contra a comunidade LGBTQIAPN+ é crescente e alarmante. O Dossiê de Mortes e Violências contra LGBTQIAPN+ no Brasil denuncia que durante o ano de 2022 ocorreram 273 mortes LGBTQIAPN+ de forma violenta no país. Dessas mortes 228 foram assassinatos, 30 suicídios e 15 outras causas.
Em 2022, o Brasil assassinou um LGBTQIAPN+ a cada 32 horas. E o cenário geral de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres e homens trans, pessoas transmasculinas, não binárias e demais dissidências sexuais e de gênero pouco mudou em relação a medidas efetivas de enfrentamento da LGBTIfobia por parte do Estado.
De acordo com o levantamento mais recente feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) em janeiro de 2023, 52% pessoas gays foram vítimas de violência, sendo 42,96% pessoas travestis e transexuais.
Neste mês tão importante para a luta das pessoas LGBTQIAPN+, é necessário refletir sobre esses dados, se somar e realmente ajudar na luta da comunidade. Juntos somos mais fortes.
A Autolog reforça a importância da data e reitera que está ativamente na luta contra toda e qualquer forma de discriminação, homofobia, e violência física e psicológica. E o mundo é mais bonito quando entendemos e respeitamos a individualidade do ser humano!
Fonte:
https://observatoriomorteseviolenciaslgbtibrasil.org/dossie/mortes-lgbt-2022/
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