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14 de Maio: Dia Das Mães

Todos os dias são dias das mães. O amor das mães transcende datas, tempos, espaços. Mas o segundo domingo de maio nos faz pensar com mais profundidade sobre este amor, que tanto nos ajuda na travessia da vida.

Às mães que ficaram encantadas ou as que estão presentes, lembrando nosso Guimarães Rosa, queremoschomenageá-las com a poesia de Carlos Drummond de Andrade.

PARA SEMPRE

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade. Lição de Coisas. São Paulo: J. Olympio, 1965.

Que o amor das mães nos ensine a construirmos um Brasil e um mundo mais amorosos!

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